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Vale milão? Ele pagou R$ 1.000,00 nesta Kombi furgão 1996

Atualizado: 20 de ago. de 2025


FOTOS E TÊXTO: ADRIANO PIVA

Ah, a Kombi... Esse ícone das estradas e das aventuras, que ganha o coração de qualquer amante dos clássicos. E a história de Kleber, ou melhor, Grilo para os mais chegados, é daquelas que inspiram qualquer apaixonado por um bom projeto automotivo.


Vamos começar pelo início, ou melhor, pelo fim de uma longa jornada, o estado em que Grilo encontrou sua Kombi Clipper Furgão, ano 1996. Imagina só: parada há mais de 10 anos, jogada embaixo de uma árvore, coberta de sujeira e poeira, quase esquecida.

Muitos passariam reto, mas não o Grilo. Ele, que cresceu acompanhando o pai em uma oficina, já tinha o olho treinado para reconhecer uma joia, mesmo embaixo de toda aquela crosta de abandono. O destino estava traçado. 





Depois de uma boa conversa com o dono da Kombi, Grilo saiu dali com um novo projeto e um sorriso no rosto: por míseros R$ 1.000,00, ele levou a Komboza para casa. Mas, se engana quem pensa que a aventura acabou aí, na verdade, foi só o começo de uma história cheia de curvas e reviravoltas, inclusive em seu relacionamento!



A tal polêmica do volante T2 foi um capítulo à parte. Como todo apaixonado por VW sabe, as peças, sempre elas, nos encantam. Kleber queria esse volante de presente de aniversário, mas sua noiva não topou. Então, como bom amante de clássicos, ele não resistiu e comprou escondido. Só não contava que seria traído pelo aviso de entrega no celular! Resultado? Uma bela discussão no fim de semana. E como resolver um impasse desses? Pedido de casamento! E hoje, os dois curtem juntos os passeios de Kombi. 


O projeto da Kombi passou por uma verdadeira transformação. Se antes ela era branca e judiada pelo tempo, agora exibe um belo Azul Real. Embora muitos na cena confundam a cor com o famoso Dove Blue, quem entende do assunto sabe que essa tonalidade tem uma assinatura única. 

E falando em assinatura, o Kleber não parou por aí. O motor merecia ser revigorado: um 1600 a álcool, com retrabalho de cabeçote, comando w110 e dois Weber 40 que, "consomem mais que o Zeca Pagodinho no verão". Para empurrar essa Kombi pela estrada, o câmbio 8x31 faz o serviço.

Mas, como todo bom projeto de restauração, não se faz nada sozinho. Profissionais de ponta ajudaram a dar vida nova à Clipper: Bruno da Motorclassic na funilaria e pintura, tapeçaria com o pessoal de Guaranésia, Fernando da Airvolks nos freios e suspensão, e o mestre Marcelo Havy no motor e câmbio. A detalhe final do Kleber na Kombi foi o interior em marrom café, seguindo o lema “menos é mais”.

Após anos de dedicação, o Grilo finalmente viu seu sonho materializado. "É uma satisfação absurda", diz ele com o brilho no olhar de quem sabe que o esforço valeu cada centavo e cada noite mal dormida. Perguntado se faria tudo de novo, a resposta é um sonoro “com certeza!”. Afinal, para ele, o verdadeiro propósito de ter uma Kombi é rodar por aí, fazer amigos, conhecer lugares e aproveitar a estrada.

E ele tem aproveitado mesmo! Em julho, Grilo embarcou em uma aventura de uma semana pelas estradas de Minas Gerais, passando pela famosa Estrada Real até Belo Horizonte. Foram 1700 km de paisagens deslumbrantes, comida boa e, claro, muita diversão. Segundo ele, foi uma viagem inesquecível: "Bão dimais!".


E os planos não param! A próxima modificação? Um motor a gasolina mais econômico, afinal, Grilo já está planejando uma trip para Ushuaia, lá na Argentina.

Para quem pensa que tudo isso é sobre troféus e reconhecimento, Kleber deixa claro: o carro é só uma desculpa para reunir amigos e curtir bons momentos. O que importa mesmo é a jornada.

Sua mensagem final para os amantes dos VW antigos é direta: “Curtam seus projetos! Não liguem para o que os outros falam, montem o carro para vocês, não para ganhar likes! Coloque o carro pra rodar. Como dizia Pedro: ‘A estrada é mágica, Bino’. Nossa cena no Brasil é f***!”.




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