Clássico 1969 cheio de personalidade.
- Adriano Piva
- 26 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de ago. de 2025

FOTOS E TÊXTO: ADRIANO PIVA
Se tem uma coisa que todo apaixonado por carro antigo sabe, é que não é a gente que escolhe o carro. É ele que escolhe a gente. E foi exatamente assim que o Fusca 1969 Verde Caribe encontrou o Rafa.
Desde pequeno, Rafa respirava a cultura dos clássicos. Seu pai teve vários Fuscas e um Puma que marcaram sua infância. Mas foi só depois de muito procurar que o destino deu um jeito de colocar um besouro na sua garagem. E, claro, foi de um jeito inesperado.

Rafa passou um bom tempo procurando seu Fusquinha dos sonhos. Azul claro ou verde claro, tanto fazia, desde que fosse um modelo até 1970. Ele rodou por tudo que é canto, viu carros pessoalmente, analisou dezenas de anúncios e... nada! Quando o orçamento não batia, o carro não era como prometido. A frustração bateu, e ele deixou o projeto de lado.

Mas como a vida é cheia de surpresas, um encontro de carros antigos aconteceu bem ao lado da casa dele. E ali, no meio da galera, Rafa bateu papo com um dono de Brasília, que do nada soltou: “Tô vendendo um Fusca 69, Verde Caribe”.
Era ele! O carro que Rafa tanto procurou, praticamente do jeito que imaginava anos atrás. O coração bateu forte, mas ele tentou não demonstrar tanta empolgação (claro que não deu certo). No dia seguinte, já estava negociando, e em menos de uma semana, o sonho virou realidade.
Assim que o Fusca chegou na garagem, Luna, a filha de Rafa, que na época tinha menos de dois anos, correu para dentro do carro, abraçou o volante e começou a buzinar sem parar. O Fusquinha já era da família!
Desde então, o besouro tem sido o parceiro de diversas aventuras, passeios e encontros de carros antigos. E teve uma viagem em especial que ficou marcada: um bate e volta para Guararema com a família toda a bordo. No caminho, cruzaram com outros clássicos, almoçaram na cidade e curtiram os pontos turísticos. Mas nem tudo foi perfeito... O escapamento caiu no caminho de volta! Mas Rafa foi lá, pegou, levou para casa e resolveu o problema. E para completar, no dia seguinte descobriu que também tinha perdido a placa dianteira. Por sorte, um amigo achou na estrada e guardou para ele.
O Fusca do Rafa hoje tem seu toque especial, seguindo uma pegada inspirada no Call Style.
Ele ganhou alguns retoques de pintura, uma revisão elétrica e um trato no carburador do bravo 1300. De upgrade mecânico, apenas ignição e bobina novas.

Mas são os detalhes que fazem toda a diferença.
O Fusca está equipado com rodas aro 15 fechadas com calotinhas originais e tala 7 na traseira e na suspensão uma altura social com catraca e facão regulável.
Teto solar Ragway de 3 dobras e para-brisa safari junto com o para-choque estilo alemão sem os puleiros completam o visual do carro.
Cada um desses detalhes traz ainda mais personalidade ao besouro, mas Rafa não liga para opiniões alheias. Para ele, o carro tem alma, e isso é o que importa.
Rafa sempre diz que dirigir o Fusca é uma forma de aliviar o estresse. É aquele momento de desconectar do mundo e aproveitar o prazer de dirigir um clássico.

E para quem sonha em ter um antigo, ele deixa um recado:
“Comprar um carro antigo é resgatar um pedaço do passado e transformá-lo em um sonho de presente, uma oportunidade de criar memórias inesquecíveis.”













































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